AS MAGRIÇAS · Capítulo 31

Capítulo XXXI

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Quando partimos para Inglaterra para defrontar as nossas adversárias no seu terreno, o nosso grupo era liderado pela Alemanha que tinha nove pontos fruto de três vitórias em três jogos. Surpreendentemente, em segundo lugar aparecíamos nós com seis pontos, seguidos pela Inglaterra com um e a Holanda com zero. Se para as inglesas o primeiro lugar era quase uma miragem, o segundo só não o seria se vencessem aquele jogo contra nós. E esse segundo lugar valia a possibilidade de disputar eliminatórias com as segundas classificadas dos restantes grupos de qualificação. Claro que esse segundo lugar não entrava nas nossas contas, pois era algo demasiado difícil de alcançar, apesar de ao fim de três jogos termos cinco pontos de vantagem nessa posição.
Para ser honesto, penso que foi essa ideia de podermos chegar a esse feito inédito de passar à segunda fase de qualificação que nos inebriou para aquele jogo em Southampton com a Inglaterra e foi nesse relvado que despertámos para a dura realidade, tendo encaixado três golos sem resposta. A Inglaterra ficava assim com quatro pontos, a dois de nós, e ainda tínhamos de receber a Alemanha e ir à Holanda. Para além disso, as nossas contas ficaram ainda mais complicadas quando um mês mais tarde a Inglaterra nos ultrapassou ao vencer na Holanda.
Assim, no regresso de Southampton, o ambiente na equipa nacional era desmoralizador, como se as exibições em Tábua e Aveiro não tivessem passado de um sonho.
Como eu não tinha voo no fim de tarde em que chegámos a Portugal, optei por ficar mais um dia. O voo que me levaria de volta à Suíça só descolaria de Lisboa à noite, dando-me uma manhã e uma tarde para fazer o que quisesse.
Sempre que vinha a Portugal, ficava instalado no mesmo hotel no Parque das Nações. E nessa Segunda de manhã, decidi dar um passeio pela zona ribeirinha da antiga Expo 98. Apesar de ser Inverno, a temperatura não estava muito baixa e o Sol brilhava sem grande força num céu azulado populado de nuvens brancas.
Enquanto caminhava e olhava o rio, recordava aquela noite alguns anos antes, quando saíra pela primeira vez com Susana. Não houve saudade na recordação, houve uma análise das diferenças da Susana daquele tempo para o presente. Aquela Susana era uma mulher falsa que procurava levar-me a assinar um contrato com o velhaco empresário Ambrósio, seu ex-marido, mas em compensação era uma amante fenomenal, uma máquina de prazer. Passados aqueles anos, Susana transformara-se numa companheira maravilhosa, uma mulher digna e confiável, mas perdera toda a fogosidade na cama. E isso deixava-me arrasado.
Parei um pouco, junto às grades que nos impedem de cair ao rio, virei costas a um dos pilares do teleférico e observei os edifícios altos atrás dos pavilhões de exposições. A área urbana do Parque das Nações não parava de crescer e seria uma forte possibilidade para morarmos, quando regressássemos em definitivo a Portugal.
A ideia de fogosidade sexual trouxe-me ao pensamento Márcia e a conversa da noite anterior. Desde que trocáramos números de telemóvel, não voltámos a falar por computador. Não foi algo que tivéssemos decidido, apenas não acontecera. Ao telefone a conversa não atingia os níveis de sedução e intimidade que acontecia no Messenger, mas entre assuntos lá um de nós provocava um bocado o outro. Quando lhe disse que só poderia regressar à Suíça no dia seguinte, Márcia desafiou-me a tomar um café para nos conhecermos pessoalmente. Ao início, recusei, tentando encontrar uma desculpa para não ir. Só que Márcia não aceitava com facilidade as recusas e acusou-me de estar com medo de a conhecer ao vivo. Ferido no meu orgulho de macho e não querendo dar parte fraca, aceitei o seu convite, apesar de todos os riscos. O encontro ficou combinado para essa tarde.
Não imaginam como estava nervoso, sentado na esplanada de um café perto do Marquês de Pombal, enquanto esperava a chegada de Márcia. O escritório de advogados onde trabalhava estava situado na Avenida Sidónio Pais, daí termos combinado aquele café ao fundo da avenida para ponto de encontro.
As razões do meu nervosismo eram diversas, a começar por não saber como reagir perante alguém com quem nunca se estivera, mas com quem já se partilhara sexo virtual. Para além disso, a minha consciência martelava-me a mente com a censura de que um homem casado não andava a tomar cafés com desconhecidas sensuais e excitantes com quem se ia de boa vontade para a cama. Tudo parecia errado, tudo parecia demasiado arriscado e tudo parecia muito apetecível. Tentei não pensar em nada.
À hora marcada, nem sinal de Márcia. Pedi um café para não estar a usar uma mesa sem consumir. Quando o empregado me trouxe a chávena, o meu telemóvel apitou com o som de mensagem nova. Deitei o açúcar no café e mexi com a colher, pegando no telemóvel com a outra mão e lendo a mensagem de Márcia a avisar que estava um pouco atrasada.
Acho que a espera só serviu para aumentar o nervosismo. Quem sabe se o seu atraso não era uma boa oportunidade para declinar o encontro com uma falsa desculpa de que tinha de me ir embora. Só que o desejo de a ver ao vivo era superior ao receio de a encarar olhos nos olhos. E o meu maior receio, sucumbir aos seus encantos e trair Susana, parecia irreal, pois eu já demonstrara a mim mesmo que era capaz de resistir a uma mulher bonita, como acontecera com Constança.
Mais alguns minutos e o meu telefone tocou.
─ Olá, Márcia!
─ Olá, Ivan! Só saí agora, tive uma reunião… Enfim, desculpa.
─ Não faz mal. ─ descansei-a. Percebi pelos solavancos na voz que caminhava de forma apressada. ─ Vens a caminho?
─ Sim. Uns dez minutos e estou aí.
Desliguei e esperei com uma ansiedade de jovem adolescente. Receava tanto aquele momento como o desejava. Olhei para a rua na direcção donde ela viria e dei por mim a interrogar-me sobre algo que até aí não tinha pensado. Como iria eu cumprimentá-la?
Nas nossas conversas virtuais, para além das trocas de beijos de língua, conforme descrevíamos no auge de toda a intensidade sexual desses momentos virtuais, despedíamo-nos sempre com um beijo na boca. Era assim que o descrevíamos “um beijo na tua boca deliciosa e até amanhã”. Mas como seria na realidade? Essa interrogação foi de tal forma perturbante que quase me deixou em pânico. Sei que posso estar a parecer ridiculamente absurdo, mas foi o que senti naquele instante.
As minhas interrogações foram suspensas quando Márcia surgiu no meu campo de visão. Reconheci-a de imediato e ela confirmou que eu estava certo, sorrindo-me e dirigindo-se na minha direcção. Márcia vestia um conjunto saia e casaco preto, muito formal, e trazia sobre os ombros um sobretudo bege onde repousavam ao sabor do vento os seus longos cabelos louros, os quais tenho a certeza que desprendera ao sair do escritório, pois tinham um ar ligeiramente despenteado como se tivessem sido libertados de forma casual.
Levantei-me para a receber, carregado de dúvidas sobre a melhor forma de a cumprimentar. Márcia não hesitou, parando na minha frente e, acto continuo, dando-me um beijo na boca. Fiquei sem reacção e ela estranhou.
─ Algum problema?
─ N… Não… ─ respondi, meio gago.
─ Não querias que te beijasse? ─ questionou algo magoada, sentando-se na cadeira vaga da nossa mesa.
─ Não é isso. ─ neguei, voltando a sentar-me. ─ Só não esperava um beijo… na boca.
─ Porquê? ─ interrogou como se isso fosse bastante natural. ─ Não é assim que nos cumprimentamos sempre na Net?
Encolhi os ombros, resignado.
Percebendo a chegada de novo cliente, o empregado abeirou-se da mesa e perguntou-lhe o que desejávamos. Márcia pediu um café e eu uma água com gás.
─ Desculpa! ─ pedi. ─ Parece-me estranho estar contigo na realidade, depois de tudo que já partilhámos de forma virtual.
─ Se não gostaste do beijo, eu não volto a…
─ Não. ─ interrompi, ainda com o sabor dos seus lábios na boca. ─ Gostei, claro que gostei. ─ Ela sorriu, agradada. ─ Só me parece… sei lá… errado. Afinal, eu sou casado.
─ E eu também. ─ adicionou prontamente. ─ Mas, nenhum dos nossos cônjuges aqui está, por isso, não penses neles agora.
O empregado interrompeu momentaneamente a nossa conversa para trazer os pedidos. Eu achava curiosa a forma como ela por vezes falava, usando termos legais. Quando o funcionário se afastou, eu disse:
─ A minha mulher está a alguns milhares de quilómetros. Mas não sei se não pode aparecer por aí o teu marido.
Percebendo o tom brincalhão, Márcia disse que eu podia estar descansado, pois o seu “cônjuge” andava pelo norte em trabalho.
Não conseguia tirar os olhos de si, pois Márcia era ainda melhor ao vivo que nas fotos ou na webcam. E tinha também apetência para a leitura de pensamento, pois inquiriu assim que terminou o café:
─ Então? Que achas de mim? Sou o que esperavas ou estás desiludido com a realidade?
─ Pelo contrário. ─ respondi, aprofundando o olhar. ─ As fotos não te fazem justiça, és muito melhor ao vivo.
─ E tu ainda não viste nada. ─ retorquiu com um sorriso malicioso que me fez beber um pouco de água para disfarçar.
Estávamos em pleno Inverno, mas aquela tarde tinha uma temperatura agradável e permitia que estivéssemos numa esplanada sem incómodo de vento ou frio. Contudo, apesar de pouco passar das cinco da tarde, a claridade já dava mostras de se querer despedir e dar lugar ao escuro do anoitecer.
─ Não gosto do Inverno. ─ confessou Márcia, quebrando o silêncio que se instalara. ─ Temos de andar com muita roupa, os dias são curtos, então quando chove…
─ Também prefiro o Verão. ─ concordei.
─ Calculo que sim. ─ disse ela, lançando novo sorriso matreiro. ─ No Verão estarias a ver bem mais que agora.
─ Duvido. ─ contrapus. ─ Não me parece que andes no trabalho assim tão “à vontade”.
Márcia confidenciou que de facto a profissão a obrigava àqueles trajes formais.
─ Quando nos encontrarmos no Verão, não ficarás decepcionado. ─ adicionou.
─ Não acredito que alguma vez fique decepcionado contigo. ─ exclamei, recebendo em troca um largo sorriso.
─ És um querido.
Uma ambulância passou na avenida com a sirene estridente a alertar os outros condutores. A nossa atenção foi atraída para aí e ficámos a ver o veículo passar a toda a velocidade. Era algo comum no centro de Lisboa.
─ Como correu o jogo? ─ perguntou ela, procurando assunto.
─ Perdemos. ─ respondi, mesmo já lho tendo dito no telefonema na noite anterior. ─ Tudo correu mal, uma sombra do que elas fizeram nos outros jogos. ─ Márcia já sabia quem eu treinava e também já não existiam muitos segredos entre nós. ─ Ninguém me vai cobrar mais vitórias, só que eu acho que elas conseguem mais.
─ Eu se fosse tua jogadora, acho que não acertava sequer na bola. ─ constatou. ─ Ia ficar o jogo todo a olhar para ti.
Sorri com o seu jogo de sedução e retorqui:
─ Então, era melhor ficares no banco.
─ Se ficasse sentada ao teu lado, preferia. ─ ripostou de imediato. ─ Apesar que, contigo, preferia mais uma cama que um banco.
─ Tu és demais. ─ constatei deliciado. Só que a culpa por estar ali com ela não me largava, sentia que estava a trair Susana, estava a deixar-me levar num jogo que já não tinha as protecções do mundo virtual.
Nos minutos que se seguiram, Márcia relatou o seu dia, a reunião que a atrasara, os processos que lhe ocupavam o tempo… Fiquei a saber que o escritório de advogados onde trabalhava, e do qual era sócia, se encarregava das mais diversas áreas do direito, desde o civil ao criminal. Também tratavam de processos legais relacionados com empresas estrangeiras a operar em Portugal e portuguesas no estrangeiro. Eu estava a adorar a sua companhia e o tempo voou de tal forma que só o facto de os candeeiros nos iluminarem na escuridão nos alertou para o adiantado daquele fim de tarde.
─ Está a fazer-se tarde. ─ disse eu, olhando para o relógio. ─ Daqui a pouco tenho de estar no Aeroporto.
─ Queres que te leve lá? ─ ofereceu-se ela.
─ Não. Obrigado. Eu estou de carro. ─ expliquei. ─ Aluguei um e vou entregá-lo no rent-a-car do Aeroporto.
─ Onde o deixaste?
─ Está aqui no parque do Marquês.
─ O meu também. Lá no escritório, todos deixamos os carros aqui no parque, temos um contrato de avença com a entidade gestora. Saí mais barato e depois são só dez minutos a pé até ao escritório.
─ Então é melhor irmos andando.
Abandonámos o café e caminhámos lado a lado pelo passeio até ao Parque Eduardo VII, onde encontraríamos a porta para entrar no parque de estacionamento. Reparei que Márcia era mais baixa que eu, mesmo estando de sapatos de salto alto. Tinha um perfume adocicado e caminhava de forma suave, quase como se levitasse.
Os nossos carros estavam ambos no mesmo piso do parque, mas o dela estava mais perto da escadaria por onde descemos. Acompanhei-a até ao seu carro, um Audi A6 preto. Àquela hora ainda havia muitos carros por lá, mas não se via nem ouvia mais ninguém.
Márcia abriu a porta traseira e colocou o sobretudo e a mala no banco de trás. Depois, voltou-se para mim e estendeu-me a mão.
─ Preferes que nos cumprimentemos assim.
Segurei a sua mão de forma carinhosa e disse:
─ Não. Acho que somos mais próximos que isso.
Ela penteou o cabelo com a outra mão e encarou-me o olhar, interrogando:
─ Posso fazer-te uma pergunta?
─ Sim.
─ Mas quero sinceridade.
─ Eu sou sincero.
Márcia largou a minha mão e abriu a porta do carro do lado do condutor, colocando-a entre nós e apoiando-se nela.
─ Sentes-te desconfortável comigo?
Não respondi de imediato. Não que tivesse problemas em responder, só que queria ser bem compreendido.
─ Não é desconfortável. É até bastante agradável. ─ Márcia abriu o sorriso. ─ Só que é difícil descrever o que existe entre nós. Confesso que aquele beijo me surpreendeu, mas isso não faz com que não tenha gostado. Mas ao gostar, também sinto que não é correcto porque somos casados e isso é uma traição…
─ Não. ─ interrompeu ela. ─ O importante é gostarmos do que estamos a fazer. Se o fazemos é porque nas nossas vidas existe uma lacuna que nos leva a procurar colmatá-la.
─ Não deixa de ser traição.
─ Nenhum de nós se esquece que é casado. ─ argumentou, perdendo o sorriso e falando de forma séria. ─ A forma como nos conhecemos e o que acabou por acontecer na Net não foi planeado. Só que foi bom. E sem nos conhecermos, ganhámos afinidade e cumplicidades. Pelo menos da minha parte.
─ E da minha também.
─ Não estamos aqui para estragar a vida de ninguém. ─ continuou. ─ Somos amigos. Partilhamos carinhos entre nós que não precisam de chegar ao conhecimento de mais ninguém. A tua mulher está na Suíça, o meu marido raramente pára em casa. A meu ver, temos uma amizade mais íntima. Mas se isso te incomoda, podemos ser só amigos. Continuarei a gostar de ti como até aqui.
─ Desculpa colocar a questão de forma tão frontal, mas… O que esperas de mim?
─ Acima de tudo, um amigo! ─ exclamou com prontidão. ─ Depois, se for vontade de ambos, partilhar na realidade tudo o que partilhámos na Net.
─ Sermos amantes?
─ Não. Isso implica compromisso. ─ argumentou. ─ Sermos amigos sem tabus. Por isso, e já que estamos a ser frontais um com o outro, deves decidir a que ponto queres levar a nossa relação. ─ Afastou-se da porta, fechou-a e ficou em frente a mim. ─ Aqui estou perante ti sem qualquer escudo de mundos virtuais, a decisão é tua e a minha amizade será incondicional seja qual ela for. Mas a partir daqui não há retorno, não quero estar sempre na dúvida de saber o que vou encontrar quando voltarmos a estar juntos. Cabe-te decidir. ─ Apontou com o indicador para as bochechas do rosto. ─ Amigos convencionais. ─ Apontou com o indicador para os lábios. ─ Ou sem tabus.
Naquele momento, naquele preciso instante, depois de a ouvir falar, não encontrei qualquer motivo que indiciasse que o que estava a fazer fosse uma traição a Susana. Aproximei o meu rosto do dela e beijei-lhe os lábios. E o beijo suave transformou-se em algo profundo que envolveu línguas e misturou saliva. A minha resposta estava dada. Tudo o que eu temia acontecera e todo o meu temor desaparecera.
Findo o beijo, Márcia sorriu deliciada.
─ Tens um avião para apanhar. ─ lembrou em jeito de despedida. Sorriu novamente, atirou-me um beijo e entrou no carro. Ligou a ignição e abriu o vidro. ─ Quando voltas a Portugal?
─ Dentro de um mês ou dois.
─ Vais dando notícias?
─ Claro que sim. ─ confirmei, ainda extasiado pelo beijo. ─ Não te vais ver livre de mim.
─ Nem quero. ─ confessou. ─ O difícil vai ser aguentar este tempo até voltares.
─ Não será só para ti.
Márcia esticou o braço fora do carro e segurou a minha mão, dizendo:
─ Adoro-te, Ivan!
─ E eu a ti. ─ retribuí, dando-lhe mais um beijo nos lábios.
Soltando a minha mão, Márcia acenou-me uma última vez e arrancou em direcção à saída do parque. E eu segui até ao meu veículo alugado, alguns lugares mais à frente.
Por mais que naquela altura eu me tentasse convencer do contrário, o que estávamos a fazer era errado, muito errado. E só a ideia peregrina de que fazendo às escondidas nos garantia a segurança do segredo afastava qualquer sentimento de culpa. Susana continuava a ser a minha mulher e jamais descobriria o meu caso com Márcia. Os milhares de quilómetros que separam Portugal da Suíça garantiam essa segurança e Márcia era uma amiga especial, não era uma amante com pretensões a substituir a minha mulher. Tudo parecia encaixar na perfeição.
Uma hora mais tarde, já aguardava perto da porta de embarque do meu voo. Entregara o carro e fizera o check-in com tranquilidade. E antes de embarcar, o meu telemóvel apitou novo sinal de mensagem. Uma mensagem de Márcia a dizer que adorara conhecer-me, que eu fora melhor que aquilo que ela imaginara, que ansiava por um novo reencontro e que me adorava. Retribuí tudo na resposta e adicionei um “beijo bem profundo”.
Fim do capítulo

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