Livro · 52 capítulos
Completo

AS MAGRIÇAS

Escrito em 2006 👁 1 187 leituras ≈ 16h 21m de leitura

As Magriças é o terceiro livro da série Ivan Pedro. Passados sete anos após a grave lesão que o afastou em definitivo da sua carreira como jogador, Ivan procura voltar ao futebol, agora como treinador. Apesar da ajuda do seu empresário, Ivan Pedro só encontrará um lugar à frente de uma equipa que jamais pensou existir, a equipa nacional portuguesa de futebol feminino. Ivan encontra um grupo de mulheres sem grande qualidade futebolística e uma equipa que acumula derrotas atrás de derrotas. Será ele capaz de alterar isso? A viver na Suíça com Susana e com a filha de ambos, Ivana, a sua vida sentimental parece ter atingido o equilíbrio e tranquilidade que aqueles anos de relação cimentaram. No entanto, o regresso a Portugal trará novos desafios ao amor de ambos. Serão fantasmas do passado ou tentações novas?

Capítulos

Capítulo 1

Capítulo I

A lesão que tive no jogo contra o Cesarense foi muito grave, de tal forma que a hipótese de voltar aos relvados era quase nula. Como eu tinha contrato com o Benfica, o clube encarregou-se da minha recuperação, inicialmente em Lisboa e depois na Suíça, numa clínica prestigiada. Susana foi uma companheira extraordinária, acima de todas as m…

Ler capítulo
Capítulo 2

Capítulo II

Para os meus pais, terem Susana lá em casa era um prazer, pois gostavam muito dela e tinham-na como uma filha. Viver ali não me desagradava de todo, mas preferia voltar à minha casa em Alcochete. No fim-de-semana que se seguiu, a minha irmã e o meu cunhado regressaram a Lisboa, trazendo Cibele consigo, para passarem os dois dias connosco.…

Ler capítulo
Capítulo 3

Capítulo III

Tanto eu como Susana considerávamos maravilhosa a nossa nova vida de pai e mãe. Aquela bebé pequenina era a luz dos nossos olhos. Foi um pouco difícil adaptarmo-nos às suas necessidades, nos primeiros tempos, principalmente para Susana que tinha de lhe dar de mamar de três em três ou de quatro em quatro horas. Se durante o dia não custava…

Ler capítulo
Capítulo 4

Capítulo IV

A minha estadia em Lisboa prolongou-se por mais alguns dias, até ao fim dessa semana. Passara o tempo a passear por Lisboa e a levar Ivana a conhecer alguns locais emblemáticos da capital. Com o passar desse tempo, as saudades de Susana começaram a aumentar. Mesmo telefonando-lhe todos os dias, à noite, isso não abrandava a saudade de a t…

Ler capítulo
Capítulo 5

Capítulo V

A noite em Paúle não mudara nada em relação ao que eu conhecera. Tudo estava silencioso e calmo, sentindo-se a brisa tímida da noite a tentar sobressair por entre o calor do Verão em mais uma noite de Agosto. Eu olhava para a rua pela janela do meu quarto, sozinho, recordando o telefonema de Susana nessa tarde. Telefonara-me antes do habi…

Ler capítulo
Capítulo 6

Capítulo VI

A importância que dei às preocupações de Manuela em relação a Cibele fora relativa. Não me encontrei muito disposto a intrometer-me naquele assunto, apesar do pedido da minha irmã. Não quis estar a tentar contrariá-la nas suas convicções, apesar de achar que não havia fundamento nas suas suspeitas. Considerei natural que Cibele visse em L…

Ler capítulo
Capítulo 7

Capítulo VII

Sinceramente, não fui capaz de tomar uma decisão. Não quis seguir o conselho de Márcia e contar a Manuela, preferindo confrontar Cibele com o assunto. Só que também não sabia muito bem como falar nisso com a minha sobrinha. E os dias foram passando... No final da semana, a engenheira Calheiros convidou Manuela e a família para jantar em s…

Ler capítulo
Capítulo 8

Capítulo VIII

É certo que passamos o tempo frio a desejar calor e quando o temos, rapidamente, nos fartamos dele. Confesso que era o meu sentimento naquela tarde de mais um Domingo do mês de Agosto, quando caminhava com Augusto na direcção do estádio de Paúle, onde o G. D. Paúle iria disputar um amigável com o Tabuense. Não que estivesse com especial v…

Ler capítulo
Capítulo 9

Capítulo IX

A manhã atipicamente cinzenta com que me deparei não me fez distrair do calor que abafava o ar. Seguia sentado no meu lugar no comboio com destino a Coimbra, olhando para a paisagem e pensando na vida. Recordava a noite anterior, quando Jorge me telefonou, conforme se comprometera, e eu lhe disse que gostaria de saber mais acerca do proje…

Ler capítulo
Capítulo 10

Capítulo X

Dias antes da data agendada para o regresso à Suíça, António telefonou-me a dizer que ele e Gabrielle retornariam mais cedo a casa, o que inviabilizava a nossa viagem juntos, caso eu não quisesse antecipar a minha. Partir mais cedo não me beneficiaria em nada, por isso mantive os meus planos. Os últimos tempos passaram com relativa rapide…

Ler capítulo
Capítulo 11

Capítulo XI

Assim que vi os Alpes pela janela junto ao meu lugar no avião, percebi que não faltaria muito para que o meu voo aterrasse em Genebra. Entre mim e a janela, Ivana contemplava todo o exterior. Na última vez que falara telefonicamente com Susana, ela prometera-me que iria buscar-nos ao aeroporto. Sentia uma saudade imensa dela e uma enorme…

Ler capítulo
Capítulo 12

Capítulo XII

O momento mais difícil que antecedeu a partida foi, sem dúvida, despedir-me de Ivana. O meu voo partiria de Genebra ao fim da tarde. Susana quis ir almoçar fora comigo e com Ivana, numa espécie de despedida. A minha filha sabia da minha partida, mas nunca perdêramos tempo a conversar sobre isso. Quando saímos de casa para irmos almoçar, j…

Ler capítulo
Capítulo 13

Capítulo XIII

A chuva avassaladora que caíra durante a noite prolongara-se pela manhã. Mais uma Segunda-Feira cinzenta do mês de Setembro. Levantei-me da cama e abri os cortinados que cobriam as janelas do meu quarto de hotel. Olhei lá para fora e não senti a mínima vontade de sair para a rua. Não fosse a reunião agendada para essa manhã com o senhor S…

Ler capítulo
Capítulo 14

Capítulo XIV

Na manhã do dia do jogo entre as equipas da Alemanha e da Inglaterra, Simões e eu partimos para o território germânico. Apesar de receoso, deixara a organização da convocatória e da recepção das convocadas a cargo de Laurinda. Seria o primeiro teste de confiança que lhe faria. O jogo entre as nossas adversárias estava agendado para Kassel…

Ler capítulo
Capítulo 15

Capítulo XV

Apesar do mau tempo que se fizera sentir por toda a Europa, desde que chegara a Santarém que o Sol não nos abandonara. Naquele Sábado, pela manhã, enquanto me preparava para iniciar a sessão de treinos, congratulei-me por isso. A meu pedido, o professor Nogueira iniciou a fase de aquecimento, fazendo as jogadoras correr em volta do relvad…

Ler capítulo
Capítulo 16

Capítulo XVI

A manhã nascera com o Sol típico de princípio de Outono, quase dando um aspecto de início de dia de Verão. Porém, quando almocei no restaurante panorâmico do hotel, o céu perdera o seu azul, dando lugar ao cinzento de um tecto de nuvens carregadas de chuva que ameaçavam fustigar a cidade com água. Certo é que não choveu até eu chegar ao e…

Ler capítulo
Capítulo 17

Capítulo XVII

A Murtosa era uma localidade perto de Aveiro e foi a minha paragem no fim-de-semana seguinte. Tal como no Domingo anterior, Laurinda acompanhou-me. Se perdêssemos algum tempo a analisar o futebol feminino em Portugal, rapidamente constataríamos que não era possível aspirar a uma selecção de topo. As melhores equipas portuguesas, as que di…

Ler capítulo
Capítulo 18

Capítulo XVIII

Não havia maneira de a chuva nos largar. Partimos de Lisboa com o céu cinzento e alguma chuva e chegámos à Alemanha com o céu ainda mais cinzento e chuva bem forte. A viagem foi feita através de um voo com destino a Hannover, aeroporto mais próximo de Wolfsburg, cidade onde iríamos disputar o nosso primeiro jogo oficial de qualificação pa…

Ler capítulo
Capítulo 19

Capítulo XIX

Pela janela do avião avistei um aglomerado de luzes ao longe. Pelo tempo da viagem, calculei que estivéssemos quase a aterrar. A noite estava muito escura, por isso, as luzes lá em baixo pareciam ter um brilho maior. Para além de escura, a noite estava também muito fria. Digo noite porque estava escuro, mas na verdade, ainda nem tinha che…

Ler capítulo
Capítulo 20

Capítulo XX

O roncar dos motores era impressionante, quando o avião exercia todo o seu esforço para levantar da pista. Nessa manhã caíra alguma neve, mas não a suficiente para suspender o tráfego aéreo. Fora uma manhã difícil, principalmente na despedida de Ivana. A minha pequenina, antes de sair para a escola, perguntara-me com os olhos a lacrimejar…

Ler capítulo
Capítulo 21

Capítulo XXI

Os dias que antecederam a partida para o estágio foram de muito trabalho. Houve necessidade de contactar todas as jogadoras e colocá-las ao corrente do projecto e aquilatar o seu interesse. Laurinda foi incansável nesse aspecto. A princípio tínhamos pensado em convocá-las todas para uma reunião na Federação, mas como seria uma viagem long…

Ler capítulo
Capítulo 22

Capítulo XXII

O mês de Novembro estava a ser terrivelmente frio, pelo menos ali em Tábua a primeira manhã gelava os ossos. Quando acordei nem me lembrava onde estava. Sei que abri os olhos e reparei no exterior cinzento. Pensei que estivesse a chover, mas não. Lá fora, somente vento e frio. Levantei-me da cama e caminhei até à janela para olhar a rua c…

Ler capítulo
Capítulo 23

Capítulo XXIII

A nossa primeira semana de estágio estava a chegar ao fim. Era Sexta-feira e para não variar chovia com intensidade. Levantei-me pesadamente da cama e caminhei até à janela. Corri os cortinados e olhei para as gotas grossas a embater no vidro. Os dias de estágio tinham decorrido com o mesmo plano de treino. Pela manhã, a equipa mantinha-s…

Ler capítulo
Capítulo 24

Capítulo XXIV

Desde que iniciara o estágio, só permanecia em Paúle para os treinos. O trabalho, fosse no ginásio em Tábua ou no complexo desportivo em Paúle, ocupava-me a manhã e a tarde. Porém, a noite deixava-me livre para descansar. Por vezes estudava as minhas tácticas, os planos de treino e as informações que tinha das nossas adversárias. No meu e…

Ler capítulo
Capítulo 25

Capítulo XXV

Não subi ao relvado durante o aquecimento que antecedeu o jogo com o Paúle. O dia não trouxera chuva, mas estava um frio de gelar os ossos. Contudo, isso não impediu a maioria dos paulenses de virem assistir ao jogo. O estádio estava cheio. Nessa manhã, deixei as jogadoras a cargo do Prof. Nogueira que se encarregou de orientar o treino f…

Ler capítulo
Capítulo 26

Capítulo XXVI

O silêncio dentro do avião era algo que me dava alguma paz, quando viajava sozinho, permitindo-me o envolvimento em pensamentos e deixar a mente divagar. O dia fora cansativo, pois partira de Lisboa pela manhã numa viagem aérea que me levou à Holanda, onde assisti ao jogo entre a equipa da casa e as poderosas alemãs. O desafio não teve gr…

Ler capítulo
Capítulo 27

Capítulo XXVII

O dia de todas as decisões, ou pelo menos o primeiro dia de decisões chegava. Até poderia ser o primeiro e o último, pois uma derrota com a Holanda significaria a minha demissão, conforme ficara acordado com a Federação. A manhã surgiu com um colorido pouco habitual, bastante iluminada pelo Sol, deixando o aspecto enganador de que estaria…

Ler capítulo
Capítulo 28

Capítulo XXVIII

Dois dias antes daquele que para mim poderia ser o jogo do fim da minha carreira, os meus pais ligaram-me para combinar jantarem comigo nessa noite. Sabiam que após o jogo eu regressaria com a equipa a Lisboa e, posteriormente, voltaria à Suíça. Por isso, convidaram-me para um jantar num restaurante em Tábua, uma vez que, para grande mágo…

Ler capítulo
Capítulo 29

Capítulo XXIX

Aquele último dia em Tábua amanheceu cinzento. Mais uma vez, em dia de jogo, dava por mim a olhar pela janela do meu quarto de hotel e a pensar no futuro. Seria o último dia do estágio, uma vez que depois do jogo regressaríamos a Lisboa e eu voltaria a casa. E isso era bom, o regressar a casa. No entanto, o que me preocupava era que aquel…

Ler capítulo
Capítulo 30

Capítulo XXX

A neve caía com tranquilidade, fazendo alguns flocos embater contra o vidro da minha janela e cobriam as ruas e os passeios do meu bairro na Suíça. Regressara a casa na noite daquele glorioso dia que me permitiria cumprir o meu contrato com a Federação Portuguesa de Futebol. Ser treinador da equipa feminina não ocupava tanto tempo como se…

Ler capítulo
Capítulo 31

Capítulo XXXI

Quando partimos para Inglaterra para defrontar as nossas adversárias no seu terreno, o nosso grupo era liderado pela Alemanha que tinha nove pontos fruto de três vitórias em três jogos. Surpreendentemente, em segundo lugar aparecíamos nós com seis pontos, seguidos pela Inglaterra com um e a Holanda com zero. Se para as inglesas o primeiro…

Ler capítulo
Capítulo 32

Capítulo XXXII

A meio de Abril, a Alemanha recebeu e venceu a Holanda, elevando para doze pontos em quatro jogos a sua liderança no grupo. Em segundo lugar estava a Inglaterra com sete pontos em cinco jogos. Nós tínhamos quatro jogos como a Alemanha e seis pontos. E em último, sem qualquer hipótese de qualificação, a Holanda com um ponto em cinco jogos.…

Ler capítulo
Capítulo 33

Capítulo XXXIII

Quarteira foi o palco para o confronto entre alemãs e portuguesas. Num dia de Sol envergonhado e onde as nuvens também quiseram assistir ao jogo, poucas centenas de pessoas ocupavam as bancadas, entre elas muitos turistas alemães que passavam férias no Algarve. Desta vez, nenhum canal televisivo demonstrou interesse na transmissão do jogo…

Ler capítulo
Capítulo 34

Capítulo XXXIV

O nosso último jogo da fase de grupos de qualificação da zona europeia iria ter lugar numa localidade holandesa de nome Gemert. Por mais que me quisesse convencer do contrário, estava certo de que aquele seria o último jogo de Portugal, pois não iríamos conseguir ultrapassar a Inglaterra, e consequentemente o meu último jogo como treinado…

Ler capítulo
Capítulo 35

Capítulo XXXV

“Olá, Ivan. Desculpa não te ter ligado nem respondido convenientemente às tuas mensagens, mas estes dias foram terríveis. Aconteceu algo que pode ter um significado trágico para mim e infelizmente talvez para ti também. Soube que um amigo meu está doente, infectado por uma doença sexualmente transmissível. Eu e ele tivemos relações sexuai…

Ler capítulo
Capítulo 36

Capítulo XXXVI

Na manhã seguinte, acordei com o brilho do Sol a acertar-me em cheio no rosto. Quando me deitara, após a discussão com Susana, nem reparara que as persianas não estavam fechadas. Levantei-me da cama meio zonzo, mas sem vontade de continuar a dormir. Fui tomar um banho, sempre com a confissão que fizera, em mente. Susana fora muito dura na…

Ler capítulo
Capítulo 37

Capítulo XXXVII

Um enorme estrondo fez com que o meu sono fosse interrompido. Abri os olhos e só vi a escuridão do interior do meu quarto de hotel. Meio atordoado, tentei perceber o que me havia acordado. No meio do silêncio, distingui o som da chuva a cair lá fora com força. De súbito, um clarão iluminou o quarto numa fracção de segundo, ao que se segui…

Ler capítulo
Capítulo 38

Capítulo XXXVIII

A forma como a comunicação social olhou para o futebol feminino e para a sua equipa nacional mudou radicalmente após a qualificação para o Campeonato do Mundo. Também a minha comparação daquelas jovens com a equipa que fora a Inglaterra em 1966 não passou em claro e, a partir daquela tarde chuvosa, as jogadoras que fossem representar Port…

Ler capítulo
Capítulo 39

Capítulo XXXIX

O novo ano começou com muito frio e muita chuva. A meio de Janeiro até sucedeu a raridade de nevar em Lisboa. Ali perto do rio, onde eu vivia só vimos chuva, mas houve locais onde os flocos de neves espalharam o branco pela paisagem. O apuramento para o Campeonato do Mundo continuava a trazer fama às jogadoras. Uma revista convidou as vin…

Ler capítulo
Capítulo 40

Capítulo XL

O mês de Março foi menos chuvoso que os anteriores daquele ano. No entanto, o frio parecia não se querer ir embora. Em Lisboa, devido à poluição, as temperaturas nunca atingiam níveis tão baixos como em Paúle, onde segundo o meu pai chegavam a atingir graus negativos durante a noite. Eu sabia bem como era, pois o mesmo sucedera nos dois a…

Ler capítulo
Capítulo 41

Capítulo XLI

A revelação de Ariela da sua orientação sexual e a forma tão enérgica como a Federação avançou juridicamente contra o jornal acrescentaram veracidade à própria verdade. Nos tempos que se seguiram, as notícias desportivas voltaram à normalidade com as habituais histórias sobre o Benfica, Porto, Sporting e restantes equipas da primeira divi…

Ler capítulo
Capítulo 42

Capítulo XLII

Com maior ou menor destaque, o assunto continuou nos noticiários. Mesmo que não existisse nada de novo para relatar, a comunicação social exercia pressão para que a Federação tomasse a decisão em definitivo de me afastar. Para ganhar tempo, a direcção instaurara-me um processo disciplinar para investigar o sucedido. Ao fim de uma semana,…

Ler capítulo
Capítulo 43

Capítulo XLIII

Laurinda, a meu pedido, convocou todas as jogadoras para uma reunião comigo. O tempo para a apresentação das eleitas à FIFA esgotava-se e era necessário que elas aceitassem um novo treinador. Em Lisboa, a tarde era quente, bastante quente, mesmo para o habitual do Verão. Uma tarde de Sábado, pois só num dia de descanso se conseguiria reun…

Ler capítulo
Capítulo 44

Capítulo XLIV

O Falso Escândalo, era a forma como o canal televisivo de Constança apelidava este novo furo jornalístico com base numa investigação dela própria. Iniciaram a emissão dando grande ênfase ao exclusivo da descoberta e prolongaram o suspense durante algum tempo, falando de outras notícias do dia. Sentado na cama do meu quarto de hotel, perma…

Ler capítulo
Capítulo 45

Capítulo XLV

Livre da polémica e da condenação das pessoas que me julgavam pela mentira criada por Helena, aproveitei para ir buscar Ivana a casa e levá-la a passear. Apesar toda a verdade ter vindo ao de cima, sentia sempre um certo receio que se inventasse uma nova polémica à volta do meu nome. Tinha a certeza de que Helena não perderia a oportunida…

Ler capítulo
Capítulo 46

Capítulo XLVI

Passaram-se alguns dias desde aquela noite de amor que para Susana fora um cair em tentação que ela não se perdoava a si própria. Não falou comigo em todo esse tempo, para além dos cumprimentos habituais. Faltavam cerca de três dias para a comitiva nacional partir para os Estados Unidos de forma a dar início ao estágio que antecederia o C…

Ler capítulo
Capítulo 47

Capítulo XLVII

O tempo que tivemos até ao início do Campeonato do Mundo não foi o ideal. Teria sido melhor se pudéssemos ter começado o estágio um mês antes. A princípio, a diferença horária foi o nosso maior inimigo, provocando um baixo rendimento nas primeiras sessões de treino. O nosso hotel estava localizado perto de Washington, numa zona suficiente…

Ler capítulo
Capítulo 48

Capítulo XLVIII

Logo no primeiro treino após a qualificação para a segunda fase, senti que existia uma enorme desconcentração entre as jogadoras, como se as suas cabeças não estivessem ali. Em Portugal, as notícias de grandes clubes europeus interessados em algumas das atletas lusitanas multiplicavam-se a grande velocidade. O Turbine Postdam supostamente…

Ler capítulo
Capítulo 49

Capítulo XLIX

Apesar de a nossa vitória sobre os Estados Unidos ter sido a maior surpresa dos quartos-de-final do Campeonato do Mundo, ela não foi a única. Noutro jogo, a Suécia vencera o Brasil por dois golos a um, atirando outra candidata para fora da discussão da taça. Nos restantes desafios não houve surpresas, a Alemanha goleou a Rússia por sete g…

Ler capítulo
Capítulo 50

Capítulo L

O dia que se seguiu ao confronto com o Canadá foi de folga para as atletas, não havendo treino e tendo como única tarefa do dia a visualização da segunda meia-final. Claro que todos torcemos pela Suécia, mas não conseguimos ver as alemãs afastadas do nosso caminho. No amanhecer seguinte, toda a comitiva de Portugal viajou de avião para Lo…

Ler capítulo
Capítulo 51

Capítulo LI

O The Home Depot Center, um nome desconhecido para os portugueses, era o estádio onde se iria disputar a final do Campeonato do Mundo de futebol feminino. Tinha capacidade para quase trinta mil espectadores e a organização contava que a lotação esgotasse para assistirem à final. O estádio era utilizado por uma das equipas de futebol mais…

Ler capítulo
Capítulo 52

Capítulo LII

─ Não pensem naquilo que está em jogo. ─ pedi perante o olhar atento de todas elas à minha volta no centro do balneário. ─ Momentos como este só são importantes porque são poucos aqueles que conseguem fazer parte deles. Não é pelas taças, é pela conquista do lugar, por podermos dizer que estivemos cá. E isso, já ninguém vos tira. ─ Uma pa…

Ler capítulo